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Mostra de projetos do NIC contempla diversos campos do conhecimento

Às nove da manhã do último sábado, 01 de julho, o Ginásio Luis Antônio Mierczynski já estava repleto de alunos do Ensino Médio que se preparavam para apresentar seus trabalhos do Núcleo de Iniciação Científica (NIC). Havia muita conversa, entusiasmo e uma pitada de nervosismo. Afinal, os projetos seriam avaliados por ex-alunos, professores do São Judas Tadeu e convidados. A Diretora de Ensino, Graziela Loureiro, iniciou o evento agradecendo o empenho de todos para que fosse possível realizar uma mostra de projetos como essa, além da presença dos familiares que estavam prestigiando o NIC.

Quem entrava nas dependências do ginásio encontrava alunos juntos de seus banners explicando suas hipóteses e resultados. Com temas diversificados como Transtorno Dissociativo de Identidade; A influência da literatura na vida das pessoas; Os efeitos das drogas no corpo; Benefícios e males do zoológico; A burocracia da adoção no Brasil; A nanorrobótica e a realidade virtual na medicina; Novas galáxias e planetas exosolares entre outros assuntos, ficou perceptível que os jovens percorreram por diversas áreas do conhecimento.

Para a avaliadora e professora de química do Colégio, Mariana Marasca, os trabalhos foram exigidos com um alto nível e muita pesquisa, o que fez os adolescentes apresentarem um bom empenho e comprometimento. “Um dos quesitos mais importantes do projeto (NIC) é a autonomia que os alunos possuem de poder escolher o que eles querem aprender e,  assim, tu os vê mais engajados, mais questionadores”, declara.

As alunas Julia Borges e Karina Miller da turma 412, ambas de 15 anos, iniciaram suas atividades a partir de uma pergunta: “O que leva uma pessoa a fazer trabalho voluntário?”. Com isso, elas puderam conversar com pessoas que realizam esse tipo atividade e pesquisar mais sobre o assunto. “Os voluntários não se conformam com a sociedade desigual e eles têm empatia pelo próximo. Querem transformar o meio em que vivem”, esclarece Karina. Através de muito estudo, foi possível encontrar dados como os da University of British Columbia, que indicam que quem faz trabalhos beneficentes possui uma boa saúde cardiovascular e baixo risco de infarto. Julia destaca como esse aprendizado possibilitou que as alunas chegassem a uma conclusão: “isso é importante para a sociedade e para a vida do indivíduo que faz trabalho voluntário, já que ele adquire novas habilidades e novos conhecimentos”.

E não é somente de conclusões e resultados concretos que as pesquisas se fundamentam. Há casos em que as teorias não se confirmam. O trabalho das alunas Bruna Ferreira e Flávia Corrêa, da turma 432, com orientação da professora Cláudia Padão, é um exemplo disso. “Nós aprendemos muito com o nosso trabalho uma vez que a nossa hipótese não foi confirmada. Partimos da ideia de que as pessoas em geral consideram a depressão um tabu. Chegamos no resultado que poucas pessoas pensam assim e que varia muito a idade de quem tem essa concepção”, afirma Bruna. Além disso, as alunas verificaram que quanto mais se fala sobre o assunto, mais as pessoas buscam se informar sobre o mesmo.

Os projetos do Núcleo de Iniciação Científica do Ensino Médio já foram apresentados, mas você ainda pode conferir a mostra das pesquisas dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental no NIC Jr. Será na manhã do próximo sábado, dia 08, no Ginásio Luis Antônio Mierczynski. Esperamos vocês lá!

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